Tudo sobre Marketing

Este blog será utilizado na disciplina de E-commerce e Internetmarketing, ministrada pelo professor Diogo Scandolara, no Curso Superior de Tecnologia em Marketing da Furb. E também, para abordar assuntos diversos relacionados ao Marketing.

O que é E-commerce?

Conceito

Para MacCulloch (03/09/2007), comércio eletrônico ou comércio virtual é um tipo de transação comercial feita por meio eletrônico, como o ato de vender, comprar ou mesmo pagar contas via internet. Segundo dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, o número de empresas que trabalham com varejo eletrônico estava na faixa das 30 mil no início de 2006. A tendência é de crescimento, pois o número de novos usuários (consumidores) na rede também é alto.

Evolução do Conceito

Conforme Contreiras (11/01/2006), o conceito de eCommerce é anterior à Web, pois em 1970 surgiram o EDI (Electronic Data Interchange) e o EFT (Electronic Funds Transfer), que através de redes informáticas privadas constituíam formas de efetuar transações intraempresa e interempresas. De acordo com uma pesquisa feita pela VeriSign, o eCommerce surgiu em 11 de agosto de 1994, quando um CD do Sting foi vendido pela NetMarket. Portanto, o eCommerce já completou uma década.

e-commerce

Tipos de eCommerce

São cinco os tipos essenciais de eCommerce:

Business-to-Business (B2B), onde as empresas se inter-relacionam de forma eletrônica, com o intuito de trocar informações entre os seus diversos sistemas sejam eles de compras, vendas, distribuição, logística, produção etc;

Business-to-Consumer (B2C), como explica Sena (03/06/2008), é composto por todos os consumidores que adquirem bens e serviços para uso próprio ou domiciliar, isto é, não existe objetivo comercial para o que adquiriram. É a forma de eCommerce que conecta empresa com consumidores, mais relacionada com as áreas de varejo e comércio direto onde o consumidor final é o alvo que se busca através da Internet. Sob o ponto de vista administrativo, permite que as organizações sejam mais eficientes e flexíveis em suas operações internas, trabalhando mais próximo de seus fornecedores e, ao mesmo tempo, permite que ela seja mais ágil às necessidades e expectativas de seus clientes (ou potenciais clientes). As empresas devem ter sistemas de relacionamento com o cliente (CRM) automatizados a fim de, continuamente, convidar os seus clientes a visitar sua loja eletrônica. O CRM irá identificar o perfil dos clientes e auxiliar a prospectar novos clientes, promover ações de Marketing, promoções de novos produtos/serviços, entre outras ações;

Business-to-Administration (B2A) e o Consumer-to-Administration (C2A), conforme cita Chagas (11/01/2006), fazem parte do eGOV, que são transações entre empresas (B2A) ou pessoas físicas (C2A) com a Administração Pública.

Consumer-to-Consumer (C2C), que segundo Sena (03/05/2008), consiste na venda por meio eletrônico de bens e serviços por consumidores diretamente a outros consumidores, aqui não envolve produtores e sim consumidor final com consumidor final sem intermediários, como a eBay (site Web de leilões) e a grande líder no Brasil Mercado Livre.

Obras Literárias

Estes são alguns autores (best-sellers mundias) com diversas obras literárias conhecidas na área de eCommerce: Harvey M. Deitel, Paul J. Deitel e Kate Steinbuhler. Dois livros que merecem destaque, são: e-Business & e-Commerce para Administradores e e-Business & e-Commerce para Gerentes.

Referências:

CHAGAS, J., 11/01/06 Quais os tipos de e-commerce? Sistemas de Informação.

CONTREIRAS, B., 11/01/06 Quando surgiu o conceito de e-commerce? Sistemas de Informação.

GARCIA, A., NOVAES, J., FREITAS, R., FIGUEREDO, M., LEITE, N., CARDOSO, A.L., eCommerce: Conceitos, Evolução e Tendências. Disponível em: <http://www.scribd.com/doc/7631644/eCommerce-Conceitos-Evolucao-e-Tendencias&gt;. Acesso em: 14 maio 2009.

MACCULLOCH, M., 03/09/07 Aproximadamente, quantas empresas trabalham com e-commerce no Brasil? Sistemas de Informação.

SENA, V., 03/05/08 Em que consiste a categoria básica de aplicações de e-commerce c2c? Sistemas de Informação.

SENA, V., 03/06/08 Como devem atuar as empresas de aplicações de e-commerce b2b? Sistemas de Informação.

Ótimo Namorado

Mkt

fonte: zagbook

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Conceito de “hipertexto”

A invenção do conceito costuma ser atribuída a Vannevar Bush que descreve o “memex” num artigo clássico, escrito em 1945, antes mesmo do aparecimento dos primeiros computadores. A seguir Doug Engelbart fez, em 1968, uma emonstração histórica numa Conferência de Computação realizando o “memex” com a utilização de um “mouse”. O termo hipertexto foi lançado por Ted Nelson no início dos anos 60, significando uma “escrita/leitura não-seqüencial, não-linear”.

“Por hipertexto, eu entendo escrita não seqüencial – um texto com vários caminhos que permite que os leitores façam escolhas, e que são melhor lidos numa tela interativa. Popularmente, são concebidos como uma série de pedaços de textos conectados por links que oferecem ao leitor diferentes caminhos”. (Ted Nelson)

Ou seja, hipertexto são aqueles itens marcados numa página WEB que, quando clicados, levam a imagens ou informações mais detalhadas sobre o assunto. O hipertexto é um texto (ou uma imagem) grifado e destacado na página por uma cor diferente da cor de texto no qual está inserido. Quando se coloca o cursor sobre o hipertexto, o cursor muda seu formato para um ícone representado por uma mão. Clique nos itens marcados pela cor verde acima para compreender melhor.

Microambiente e Macroambiente

A idéia de ambiente de marketing é defendida por KOTLER (1998, p.47-51), pois para ele a administração de marketing está inserida no macroambiente e no microambiente.

Uma empresa é constituída por atores e forças que estão fora do controle de marketing e afetam a capacidade da administração da empresa em desenvolver e manter transações bem sucedidas com os consumidores que pretende atingir. Para ser bem-sucedida, uma empresa deve adaptar as suas ações de marketing às tendências e desenvolvimentos nesse ambiente.

O Ambiente de MarketingClique na imagem para ampliar.

O ambiente de marketing é composto por um microambiente e um macroambiente. O microambiente consiste em forças próximas à empresa que afetam sua capacidade de servir seus Clientes – a própria empresa, os fornecedores, as empresas do canal de marketing, os clientes, os concorrentes e os públicos. O macroambiente consiste em forças sociais maiores que afetam todo o microambiente – forças demográficas, econômicas, naturais, tecnológicas, políticas e culturais.

ATENÇÃO: Como está tendo muitos acessos diários neste post, decidi aprofundar um pouco mais sobre o tema e tentar explicar de forma simples e objetiva os atores do microambiente e as forças do macroambiente.

Macroambiente: A empresa e todos os outros atores operam em um macroambiente maior de forças, que oferecem oportunidades e ameaças para a empresa. As principais forças do macroambiente de uma empresa são:

Ambiente Demográfico: É o estudo da população humana em termos de tamanho, localização, densidade, idade, sexo, raça, ocupação e outros dados estatísticos. Este ambiente é de grande interesse para os profissionais de marketing porque envolve pessoas, e são as pessoas que constituem os mercados.

Ambiente Econômico: Os mercados dependem tanto do poder de compra como dos consumidores. Este ambiente consiste em fatores que afetam o poder de compra e os hábitos de gasto do consumidor.

Ambiente Natural: Inclui os recursos naturais que os profissionais de marketing usam como subsídios ou que são afetados pelas atividades de marketing.

Ambiente Tecnológico: É talvez a força mais significativa que atualmente molda nosso destino. A pesquisa e o desenvolvimento são super necessários em uma empresa.

Ambiente Político/Legal: As decisões de marketing são seriamente afetadas pelo desenvolvimento do ambiente político. Este ambiente é constituído de leis, agências governamentais e grupos de pressão que influenciam e limitam várias organizações e indivíduos em uma dada sociedade.

Ambiente Cultural: É constituído de instituições e outras forças que afetam os valores básicos, as percepções, as preferências e os comportamentos da sociedade.

Marketing

Microambiente: A tarefa de admistração de marketing é atrair clientes e relacionar-se com eles, oferecendo-lhes valor e satisfação. No entanto, essa tarefa não pode ser realizada apenas pelos gerentes de marketing. O sucesso deles depende de outros atores do microambiente da empresa, que são eles:

A Empresa: Ao fazer seus planos de marketing, a gerência de marketing leva em consideração outros grupos da empresa, tais como a administração de topo, os departamentos de finanças, pesquisa e desenvolvimento, compras, produção e contabilidade. Todos estes grupos formam o ambiente interno e, em conjunto, têm um impacto sobre os planos e as ações de marketing.

Os Fornecedores: Os fornecedores são um elo importante no sistema geral de entrega de valor da empresa ao consumidor. Eles provêem os recursos necessários para a empresa produzir seus bens e serviços, e podem afetar seriamente o marketing.

Os Intermediários: Os intermediários do marketing ajudam a empresa a promover, vender e distribuir seus bens aos compradores finais.

Os Clientes: A empresa deve estudar seus clientes de perto. Segundo Kotler, a empresa pode ter cinco tipos de clientes: o mercado consumidor; o mercado industrial; o mercado revendedor; o mercado governamental; e o mercado internacional.

Os Concorrentes: Os profissionais de marketing não devem apenas visar às necessidades dos consumidores-alvo; devem também alcançar vantagens estratégicas, posicionando suas ofertas contra as de seus concorrentes na cabeça dos consumidores.

Os Públicos: O ambiente de marketing da empresa inclui também vários tipos de público. O público é qualquer grupo que tenha interesse real ou potencial ou que cause impacto na capacidade da empresa de atingir seus objetivos. Kotler apresenta sete tipos de públicos: púbico financeiro; público da mídia; público do governo; público de defesa do consumidor; público local; e o público geral.

O conhecimento da complexidade do ambiente de marketing global é a chave para o sucesso. Além deste conhecimento, é necessário que o profissional de marketing encontre maneiras de manter-se atualizado frente às constantes e rápidas alterações neste ambiente, sobre todos os seus aspectos.

Id, Ego e Superego

Esta é uma Teoria defendida por Sigmund Freud, um dos pais da psicanálise.

Id, Ego e Superego.1Clique na imagem para ampliar.

ID: Constitui o reservatório da energia psíquica, onde se “localizam” as pulsões. Ele é formado por instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes e regido pelo princípio do prazer, que exige satisfação imediata. O id a princípio responde as necessidades do indivíduo ao nascer, ou seja, ao nascer o indivíduo está voltado para as suas necessidades básicas.

Superego: É inconsciente, é a censura das pulsões que a sociedade e a cultura impõem ao id, impedindo-o de satisfazer plenamente os seus instintos e desejos. É a repressão, particularmente, a repressão sexual. Manifesta-se à consciência indiretamente, sob forma da moral, como um conjunto de interdições e deveres, e por meio da educação, pela produção do “eu ideal”, isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa.

Ego: Ego ou Eu é o centro da consciência, é a soma total dos pensamentos, idéias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. É a parte mais superficial do indivíduo, a qual, modificada e tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do indivíduo. Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao id sem transgredir as exigências do superego.

Quando o ego se submete ao id, torna-se imoral e destrutivo; ao se submeter ao superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; se não se submeter ao mundo, será destruído por ele.

Portanto, sabendo-se usar juntos o id e o superego de uma maneira consciente e não demasiada, o indíviduo atingirá o EGO, ou seja, suas necessidades e desejos com satisfação e sem arrependimentos.

Id, Ego e Superego.2Clique para ampliar.

Definição de Marketing

A seguir, uma ótima definição de Marketing descrita por KOTLER:

Marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros.

Quando se usa uma definição gerencial, o marketing é freqüentemente descrito como ‘a arte de vender produtos’. Mas as pessoas se supreendem quando ouvem que o mais importante em marketing não é vender! Vender é apenas a ponta do iceberg de marketing. Peter Drucker, um dos maiores teóricos da administração, expõe essa questão da seguinte maneira:

“Pode-se presumir que sempre haverá necessidade de algum esforço de vendas, mas o objetivo do marketing é tornar a venda supérflua. A meta é conhecer e compreender tão bem o cliente que o produto ou serviço se adapte a ele e se venda por si só. O ideal é que o marketing deixe o cliente pronto para comprar. A partir daí, basta tornar o produto ou o serviço disponível”.

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Quando a Sony projetou seu Walkman, a Nintendo projetou um videogame de qualidade superior e a Toyota lançou o automóvel Lexus, elas se viram inundadas de pedidos, pois haviam projetado o produto ‘certo’ com base em um cuidadoso estudo de marketing. Clique nas imagens abaixo para ampliar.

Sony Walkman:

Sony Walkman

Nintendo Wii:

Nintendo Wii

Lexus LF-A:

Lexus LF-A

Google Maps

Muito legal este mapa do Google Maps, que mostra a rota de carro a partir do ponto inicial representado pelo Shopping Neumarkt, com destino à FURB, em Blumenau-SC. Clique sobre View Larger Map para visualizar o mapa ampliado.